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Atualizado — Portaria MCID 333/2026

Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida 2026: como funciona, quem tem direito e como pedir

Publicado em junho de 2026 · Leitura de 8 minutos
AJ
APROVA JÁ — Plataforma de análise de crédito habitacional

A Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida é a modalidade com os maiores benefícios do programa. Subsídio de até R$ 55 mil, juros a partir de 4% ao ano e, para famílias de baixíssima renda, possibilidade de parcelas muito reduzidas ou até zeradas. Com a Portaria MCID 333/2026, o teto de renda subiu de R$ 2.800 para R$ 3.200 — ampliando o acesso para mais famílias.

R$ 3.200
renda máxima (novo limite 2026)
R$ 55 mil
subsídio máximo do governo
4% a.a.
menor taxa de juros do programa

O que é a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida

A Faixa 1 é a modalidade do MCMV voltada para as famílias de mais baixa renda — aquelas com renda mensal bruta de até R$ 3.200 (limite atualizado em 2026). É o segmento do programa com o maior investimento do governo federal: além do subsídio que pode chegar a R$ 55 mil, os juros são os menores de todo o mercado de crédito habitacional.

O objetivo da Faixa 1 é claro: tornar viável a compra da casa própria para famílias que, sem o apoio do governo, jamais conseguiriam acessar o mercado imobiliário. Por isso os benefícios são tão concentrados nessa faixa.

O que mudou na Faixa 1 em 2026

A Portaria MCID nº 333/2026, publicada em 1º de abril de 2026 e com vigência a partir de 22 de abril, atualizou o teto de renda da Faixa 1 de R$ 2.800 para R$ 3.200. A mudança abriu o acesso ao maior subsídio do programa para famílias que antes eram enquadradas na Faixa 2 (com menor benefício).

CritérioAntes (até abr/2026)Depois (mai/2026 em diante)
Teto de rendaaté R$ 2.800/mêsaté R$ 3.200/mês
Subsídio máximoaté R$ 55 milaté R$ 55 mil (mantido)
Juros mínimosa partir de 4% a.a.a partir de 4% a.a. (mantido)
Teto do imóvelaté R$ 275 mil (capitais)até R$ 275 mil (mantido)

Quem tem direito à Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida

A renda é familiar: você pode somar a renda de todos os integrantes do financiamento (cônjuge, companheiro). Um casal com R$ 1.600 cada um tem renda familiar de R$ 3.200 e acesso à Faixa 1.

Como funciona o subsídio da Faixa 1

O subsídio é a parte do preço do imóvel que o governo federal paga diretamente ao banco — em seu nome. Você não recebe esse dinheiro em mãos, ele é descontado do valor a ser financiado. E o melhor: você não precisa devolver o subsídio.

O valor do subsídio na Faixa 1 varia conforme:

Impacto real do subsídio na parcela

Uma família com renda de R$ 2.500/mês quer comprar um apartamento de R$ 200 mil. Com um subsídio de R$ 42 mil, financia apenas R$ 158 mil a 4,5% a.a. em 30 anos. A parcela fica em torno de R$ 750/mês — menos do que um aluguel equivalente em muitas cidades.

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Taxas de juros da Faixa 1 em 2026

A Faixa 1 pratica as menores taxas de juros do MCMV — e do mercado de crédito habitacional como um todo. As taxas começam em 4% ao ano para as famílias de menor renda e cotistas do FGTS, podendo chegar a 4,5% ou 5% para rendas próximas ao teto da faixa.

Para comparar: o crédito imobiliário convencional oferecido pelos bancos fora do MCMV costuma trabalhar com taxas entre 10% e 13% ao ano. A diferença ao longo de 30 anos é extraordinária — pode representar mais de R$ 100 mil a menos de juros no total do contrato.

Limite de valor do imóvel na Faixa 1

Tipo de municípioValor máximo do imóvel
Capitais e municípios com mais de 1 mi de hab.até R$ 275 mil
Municípios com 100 mil a 1 milhão de hab.até R$ 264 mil
Municípios com 20 mil a 100 mil hab.até R$ 215 mil
Municípios com menos de 20 mil hab.até R$ 170 mil

Os valores exatos por município são definidos pelo Ministério das Cidades e podem ser ajustados. Confirme o limite específico da sua cidade na agência da Caixa ou banco conveniado.

Faixa 1 para beneficiários do Bolsa Família e BPC

Famílias beneficiárias do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada do INSS) têm condições especiais dentro da Faixa 1. Nos projetos habitacionais destinados especificamente a esse grupo, as parcelas podem ser:

O acesso a esses projetos geralmente ocorre por meio de inscrição em listas de demanda habitacional dos municípios (prefeitura ou COHAB), não diretamente no banco. A família se inscreve, é selecionada conforme critérios de vulnerabilidade e, se aprovada, é direcionada para o empreendimento.

FGTS Futuro na Faixa 1

O FGTS Futuro é uma modalidade especialmente importante para famílias da Faixa 1. Ele permite que o trabalhador CLT comprometa os depósitos futuros do FGTS para complementar sua capacidade de pagamento ou reduzir as parcelas do financiamento — mesmo que o saldo acumulado atual seja insuficiente para dar entrada.

Na prática, o banco recebe os depósitos mensais futuros do FGTS como parte do pagamento das parcelas. Para famílias da Faixa 1 com emprego formal mas sem reservas, o FGTS Futuro pode ser o que torna o financiamento viável.

Como solicitar o financiamento Faixa 1 do MCMV

  1. Verifique seu enquadramento. Calcule a renda familiar bruta (soma de todos os participantes) e confirme que está abaixo de R$ 3.200. Use o simulador do APROVA JÁ para calcular sua faixa e parcela estimada.
  2. Verifique seu CPF. Restrições no Serasa/SPC ou score muito baixo podem atrasar ou inviabilizar o processo, mesmo na Faixa 1. Descubra sua situação com antecedência.
  3. Encontre o imóvel. Dentro dos limites de valor do seu município, em construtoras ou no mercado de imóveis usados habilitados para o MCMV.
  4. Reúna os documentos. Veja o checklist completo de documentos — pessoais, de renda e do imóvel.
  5. Vá a um banco conveniado. A Caixa Econômica Federal é o principal, mas outros bancos também operam o MCMV. Agende uma visita e leve toda a documentação.
  6. Aguarde a análise de crédito e avaliação do imóvel. O banco analisa o CPF, a renda e o imóvel. O prazo médio é de 15 a 45 dias para a aprovação.
  7. Assine o contrato e receba as chaves. Após a aprovação, o contrato é assinado e o imóvel é financiado com o subsídio já aplicado.

Perguntas frequentes sobre a Faixa 1 do MCMV

Com a Portaria MCID 333/2026 (vigência a partir de 22/04/2026), a renda máxima da Faixa 1 passou de R$ 2.800 para R$ 3.200 mensais. É a renda familiar bruta — a soma de todos os participantes do financiamento.
O subsídio pode chegar a R$ 55 mil — o maior do programa. O valor exato depende da renda familiar, do município e do valor do imóvel. Quanto menor a renda e maior o déficit habitacional da cidade, maior o subsídio.
Sim. Beneficiários do Bolsa Família e do BPC enquadrados na Faixa 1 podem ter a parcela do financiamento zerada ou muito reduzida, dependendo do projeto habitacional e da renda familiar. O acesso geralmente ocorre por inscrição nas prefeituras.
As taxas começam em 4% ao ano — as menores do programa e do mercado de crédito habitacional. Cotistas do FGTS podem ter taxas ainda mais baixas. A taxa exata é definida conforme a renda e as condições do contrato.
O limite varia por município: até R$ 275 mil em capitais e cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Cidades menores têm tetos mais baixos. O valor exato para cada município é definido pelo Ministério das Cidades.
A Faixa 1 tem critérios diferenciados para beneficiários de baixíssima renda, mas a consulta ao CPF é obrigatória. Restrições podem atrasar ou inviabilizar o processo. Para projetos destinados a beneficiários do Bolsa Família, a análise pode ser mais flexível — mas não há garantia.
O FGTS Futuro permite que trabalhadores CLT da Faixa 1 comprometam os depósitos futuros do FGTS para complementar a capacidade de pagamento ou reduzir as parcelas, mesmo sem saldo acumulado suficiente para entrada.
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Conteúdo orientativo e independente. O APROVA JÁ não é site oficial do Governo Federal ou da Caixa. Valores e condições são referências do programa e podem variar — confirme na instituição financeira. Fonte: Portaria MCID nº 333/2026 (DOU 01/04/2026).